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Meu perfil BRASIL, Sudeste, BELO HORIZONTE, Homem, de 26 a 35 anos |
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Antigamente eu tinha sonhos. Entretanto, ando percebendo que não vale mais à pena. Hoje minha vida se resume a apenas três. E o maior de todos é estar longe. De tudo. De todos. De mim mesmo.
Resignei-me com a minha própria ilusão. Ilusão por ilusão, que ela seja amarga, pois a dor pelo menos é real, enquanto a alegria é passageira. Passagem aliás é o que não falta. Passe adiante, passe aqui, passe acolá. Passe desta para uma melhor.
Se é que existe o melhor. Se é que existe o belo. Se é que existe o certo. Se é que existe a verdade e seu dono. Rogarei à noite que cubra meus olhos, que eu durma eternamente nos braços de Morpheus, mesmo que na base da morfina.
Pague suas contas. Pague seus pecados. Pague a passagem. Lance ao mar seu barquinho de papel, e assista ao naufrágio de sua esperança no travesseiro da incompreensão. O absoluto se perde com o vento.
Vieste do pó, e nada além disso és. Está debaixo do tapete, no cisco no olho, enquanto se perde com o vento, absoluto. Imaturo. Matuto. Taciturno. Que diferença faz a sepultura se os vermes festejarão em teu cadáver?
Longe de mim, longe de mim... o riso esconde a angústia, o desespero. As fotos me levam à infância... lembranças... se perdem com o vento... inerte. O sorriso persiste, mas a imagem se perde... tudo se perde... nada se cria... algo se transforma...
E eu que me perco em teus olhos, me perco nas ruas, me perco em minha própria lucidez. Esteja eu redimido na hora da perdição, e que o urgir das falácias acalentem meu coração. Morra comigo a obrigação de servir a qualquer causa. E que a minha vida seja
Pois depois do grande muro está o nada.
E é isso... a vida segue.
Eu estou até hoje abismado. Meu professor de Direitos Reais fez uma demonstração em aula sobre a origem dos nossos códigos Civil e de Processo Civil, provando que a origem dos mesmos encontra fundamento em teorias utilizadas em sistemas nazi-fascistas.
Não que o sistema esteja errado. O problema está na forma como ele é aplicado. Ele demonstrou que existe hoje em dia uma civilização da constituição, algo totalmente incompatível com um sistema baseado no Estado de Direito Democrático. Um direito para os civis, e não para todos.
Meu professor de Filosofia do Direito demonstrou que o fundamento do nosso sistema também se encontra ultrapassado. A legitimidade dele, baseada no Contrato Social, também já se encontra obsoleta, uma vez que é clara a exclusão das camadas mais pobres nesse processo de legitimação da ordem social.
Ele ressaltou uma teoria baseada no mérito, desde que distribuídas igualmente as oportunidades. Sempre pensei desta forma, e desta vez encontro base teórica para minhas idéias.
Acontece que o problema não está no sistema em si, mas sim nas pessoas. Oras, o sistema em si é indiferente ao homem. Eu particularmente não vejo ordem mais perfeita que a do capital. A liberdade e a autonomia propostas pelo capitalismo dão a base necessária para que o homem desenvolva-se e cresça. A geração de riquezas é fruto do empenho, dedicação de cada um por si só.
Lógico que isso na prática não acontece. Isso é fato inegável. Mas como dito, o problema não se encontra no sistema, e sim no homem. É fato inegável que a acumulação de riqueza nas mãos de poucos é fruto da ganância, do egoísmo. Infelizmente a força e importância que o capital tem hoje simplesmente ceifam a liberdade e a autonomia de muitos, privando-os de se desenvolverem, tornando-os meras máquinas de gerar lucros para poucos, e não mais riqueza para todos.
E isso não se resume apenas ao lado econômico. Uma sociedade baseada em relações, onde a influência ideológico-política determina os rumos a serem tomados também implica nesse trancamento da evolução do homem. Isso ficou comprovado hoje, na aula de Processo Civil, quando a professora afirmou que acabaria mudando sua forma de pensar quanto a uma determinada questão comumente julgada por estar cansada de ser voto vencido.
Algo comum em nossos tribunais hoje em dia, onde um desembargador, simplesmente para evitar mais trabalho (ou seja, a possibilidade de um embargo recursal), simplesmente deixa de julgar, baseado em suas fundamentações, e acata o que a maioria “decide”. Oras, isso é totalmente incompatível com um Estado Democrático de Direito, que defende que a voz de todos deve ser ouvida.
Mas como mudar isso? Na minha humilde opinião, é algo muito difícil. Isso é uma questão cultural, advinda de mais de 500 anos de história. Mas não impossível. Demanda tempo. E não é preciso força nem violência, mas sim de um esforço conjunto de uma sociedade totalmente inerte, ignorante e preguiçosa.
Dificilmente isso partiria de nossos representantes, pois os mesmos claramente se preocupam mais em defender seus interesses do que os do povo que os elegeu. Não estou generalizando, muita coisa boa vem sendo feita. Mas ainda é pouco. Então resta a nós mesmos mudarmos isso. Nossa sociedade já está contaminada por esse vírus liberal, onde a política do “cada um por si e fodam-se os outros” já está arraigada em nossas mentes, nossas ações.
É preciso pensar nas futuras gerações. É preciso começar a mostrar as nossas crianças e jovens o que está errado, educá-los para uma cultura democrática, mostrá-los que o Estado deve sim, garantir igualdade de condições para todos, mas mais do que isso, mostrar que todos nós construímos o Estado, que nós somos o Estado. E reivindicar sempre, fazer-se ouvir. Insistir até onde for preciso, ser chato mesmo, sem violência, mas sem ser conivente com essa situação, sem aceitar tudo como nos é imposto.
Talvez em 4, 5 gerações isso mude. Depende do nosso empenho. Pode até mesmo soar utópico. Eu aliás sou uma espécie de utopia ambulante. Afinal, ainda ter fé em Deus, fé na vida e fé no amor nesses dias parece até mesmo ser démodé. Mas porque não tentar? Comece a fazer a sua parte e passe essa idéia adiante.
E é isso... a vida segue.
Não pretendo ter todas as respostas... nem ser o dono da verdade... não possuo vocação para sábio da montanha... aliás, não tenho pretensão nenhuma sobre nada ultimamente... esse talvez seja o problema.
Engraçado que a política do “foda-se tudo” não condiz com a minha pessoa. Tenho metas, tenho objetivos, tenho ambições, tenho sonhos. E vivo na eterna utopia da busca pela satisfação, pela realização, pelo sei lá o quê já.
Eu sei que venta frio lá fora. Está um calor sem graça, mas parece que só eu vejo o movimento do nada. Um universo paralelo onde a matéria é insignificante, onde a memória é insignificante, onde tudo é insignificante.
Jogo fora todos os dias oportunidades que sequer tenho conhecimento. É como pisar em formigas durante uma caminhada... ou ainda inspirar ácaros, bactérias, vírus todo o tempo. Você sabe que estão lá, mas não pode vê-los.
Existem certas coisas que, despendendo uma observação mais minuciosa, é possível ver. Existem outras onde é preciso um verdadeiro microscópio moral. Ainda existem aquelas que, embora insistam e jurem de pé junto que está ali, no nosso nariz, a gente não enxerga nem por decreto divino.
Tem aquelas coisas que são encobertas pelo véu da ignorância. E tem também algumas que não são para vermos mesmo. Mas no fim das contas, o fato é que a gente só enxerga o que quer. Não tem como fugir disso.
De fato, “o meu futuro é duvidoso... eu vejo grana, eu vejo dor...” no paraíso perigoso que a palma da minha mão mostrou. E “não me importa que mil raios partam qualquer sentido vago de razão...” eu realmente ando tão down...
Eu imagino que a culpa disso seja o calor. Ou a falta de cerveja. Pelo menos tento me enganar quanto a isso. É tão fácil jogar a culpa nos outros, nas circunstâncias. Fica tudo tão mais simples. Talvez eu esteja tomando sol demais. Ou talvez eu não esteja bebendo o suficiente.
Eu só sei que agora está chovendo... e dormir com o barulhinho de chuva é muito bom. A vontade é de sair correndo e gritando pela rua, deixar a chuva lavar meu corpo e minha alma. Mas acredito que ainda dá para agüentar. Amanhã é outro dia.
E é isso... a vida segue.
Descontentamento geral. É foda acordar todo santo dia e ter a impressão que nada mudou, que tudo continua na mesma.
Levantei com um dia chato, chuvoso, cinza. Descobri que algumas coisas mudaram sim. Estava ficando 24h mais velho e minhas dívidas maiores em decorrência dos juros. O que eu ganho já não banca minhas contas.
Tive de vir trabalhar a pé. Normal, já fiz isso várias vezes. Mas rola uma revolta de isso continuar acontecendo.
Já não bastasse minha estagnação profissional e financeira e a total ausência de motivação acadêmica, meu coração anda apertado. Complicado esse tal de relacionamento viu.
Não tenho a mínima vontade de me dedicar a absolutamente nada. Estou cansado de ficar correndo atrás de tudo. E o pior: nunca dar certo.
Pelo menos o sol apareceu agora. A tarde está mais bonita que a manhã. E eu continuo acreditando que o mesmo possa acontecer na minha vida.
Eu definitivamente sou um trouxa de acreditar que a vida pode ser melhor. Eu definitivamente sou um otário por acreditar tanto nos meus sonhos, nas pessoas.
E é isso. Essa merda segue.
Palavras do Presidente ontem no Fantástico, sobre o prêmio obtido pelo filme Tropa de Elite: "O Brasil tem coisas boas e coisas ruins, como qualquer país no mundo. O que a gente faz no Brasil é trabalhar para que as coisas boas destaquem mais que as ruins". As palavras não são necessariamente essas, mas eu entendi o espírito...
Ou seja, é preferível comemorar o Urso de Ouro, vibrar com o futebol e pular o carnaval que combater a miséria, a violência e a corrupção. Esse é o espírito dos nossos políticos.
Para mim o que é bom, já é bom por si mesmo. Tem de se trabalhar em cima daquilo que está errado. Detalhe sórdido, procurei o vídeo hoje na internet e só encontrei ele editado, já sem a última parte, que assisti ontem à noite. Porque será hein...
E por falar em Fantástico, tive de tirar o chapéu para o programa ontem. Ultimamente ele andava uma verdadeira revista: muita propaganda, muita inutilidade e pouco conteúdo realmente interessante. Mas ontem esteve muito bom. Seria o efeito Patrícia Poeta? Ôôô morena para ser bonita viu... Ela é FANTÁSTICA! =D
E é isso... a vida segue.
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